Quinta-feira, Novembro 19, 2009
João: Achas mesmo um desperdício, o tempo que se sofre por amor...?
Maria: Obviamente... porque o facto é que voltarás a amar... e quando novamente enamorado, se por acaso deres um relance da tua vida para trás... sentirás que o tempo por que choraste de amor, poderia ter sido vivido de uma outra forma... ter-te-ias sentido mais livre e quem sabe com a mente mais aberta... deixar-te-ias envolver pelas novas oportunidades que a vida te dá constantemente...
João: O facto é que te percebo perfeitamente... mas desse modo sou obrigado a questionar minha crença... sobre o que é o verdadeiro Amor...
Maria: Eu amo o sentimento que sinto pelo companheiro da minha vida... não sendo necessariamente por ele ser de determinada maneira, mas sim pelo sentimento que me faz sentir por ele... pois esse sim... é um sentimento que me faz ser feliz...
João: Então o Amor para ti é... amas o sentimento que sentes... obviamente que gostas de agradar o teu companheiro, mas no fundo, amas o amor que sentes dentro de ti pelo outro... portanto a felicidade de podermos amar verdadeiramente não passa pelas características do outro... mas sim pela nossa capacidade de nos libertarmos e amarmos verdadeiramente...!
Maria: Sim... é isso mesmo...
Sexta-feira, Outubro 09, 2009
Quarta-feira, Outubro 07, 2009
Quando sentimos um altruísmo por todos nós… pela nossa raça… pela nossa vida… e por essa consciência perdida de ser mortal…
Quando conseguimos “contaminar” e abrir corações fechados…
Esta nossa vida… única enquanto o Universo nos deixar assim senti-la… é a nossa jóia… o Graal de cada um de nós…
Quarta-feira, Setembro 30, 2009
Segunda-feira, Julho 27, 2009

Sexta-feira, Julho 17, 2009
...ainda na formação...
... formação ...
O medo é como um dragão, fantástico em seu poder de destruição e mágico pelos segredos e lendas que o rodeiam. Ele é paralisante, quando se permite, alimentando o presente com as decepções do passado.
Há vários tipos de medo, mas este em especial impede a criação de vínculos reais entre duas pessoas e uma entrega autêntica na relação.
Este medo faz do compartilhar a vida e a intimidade com alguém algo por demais temido.
Na realidade, acredito que por trás do medo de amar está o medo maior de sofrer, de ser rejeitado em algum momento, de ser abandonado, ou seja, por medo de não sermos amados não amamos!
Mas, será que vale a pena esta couraça? Será que vale a pena não montar um cavalo e sentir as emoções do passeio? Será que vale a pena prender-se ao medo de encontrar o dragão da rejeição?
A vida será sempre um risco e nela encontra-se e perde-se. Não há como evitar. Se é assim, por que não viver disponível para amar, mesmo que sofrimentos tenhamos tido no passado?
Com certeza, o que se viveu está em nossa bagagem e já não somos tão inocentes, ou pelo menos, não o deveríamos ser.
Assim como dragões habitam o mundo do imaginário, o medo de que poderemos sofrer, se ousarmos ficar disponíveis para amar, também é uma fantasia, já que pertence a um futuro.
O convite que faço é para que não desistam de se enamorar pela vida, pelos sonhos, pelas pessoas e pelo direito de recomeçar e tentar novamente, seja com quem estão ou com alguém que ainda está por vir.
Enamorem-se pelo sol e pela chuva, pelas crianças e pelos velhos, pelas histórias que cada um traz em si mesmo, enamorem-se por vocês mesmos e pelo que desejam."
"Arriscar-se é perder o pé por algum tempo. Não se arriscar é perder a vida..." (Soren Kiekegaard)
Sábado, Julho 11, 2009
Sexta-feira, Julho 10, 2009
(Gathaspa) E lá... sim...
Quarta-feira, Julho 08, 2009
...dizes tu que também faço um desenho destes com a minha vida?...
...eu só digo... é que "ele" é fa...bu...loso!!!
Quinta-feira, Julho 02, 2009

Gathaspa - Não...! Desculpa... Fiquei com palavras de uma amiga na cabeça...
"A dura lição do desapego...
que nada nem ninguém nos pertence...
que não podemos tomar nada por adquirido...
porque a realidade, as emoções e sentimentos mudam a todo o momento...
principalmente sem bases sólidas de entrega, de confiança no outro...
o animal selvagem e que reage por instinto revela-se na raiva na angústia causada pela dor...
haverá que manter-se sereno, observando de cima o que a Vida nos dá, e nos tira, sendo cada dádiva e cada falta, uma lição de vida que nos torna mais fortes..."
João - Deliciosas palavras... meu amigo...
Quarta-feira, Julho 01, 2009
...Avatar...
A palavra sânscrita "Avatar" significa, literalmente, "descendo de muito longe". Ava (como prefixo de verbos e substantivos verbais) expressa a idéia de longe, longínquo, distância." Avataram (comparativo) significa mais distante. A raiz AV parece transmitir a idéia de proteção vinda do alto, e hoje se usa em palavras compostas que se referem à proteção de reis e soberanos. Com relação aos deuses, significa aceitação favorável, quando se oferece um sacrifício. Pode-se dizer que a raiz da palavra significa: "Descer, com a aprovação da fonte superior da qual provém, para benefício do lugar ao qual chega" (Dicionário Sânscrito de Monier Williams).
Domingo, Junho 21, 2009
Sexta-feira, Junho 19, 2009
Quinta-feira, Junho 18, 2009
Quarta-feira, Junho 17, 2009
Terça-feira, Junho 16, 2009
(João) A sério? Não tinhas dito que seria até às tuas férias…? Não vais aguentar!
(Maria) Cala-te… claro que ele aguenta… ele sempre viveu bem até começar a fumar… por que razão não continuará assim… olha, Gathaspa, senta-te aí… fala-me do teu estado de espírito, pois parece-me que a tua viagem te fez muito bem… sinto-te diferente…
(Gathaspa) Só vou ter saudades de enrolar o cigarro… assim como o meu avô fazia…
Segunda-feira, Junho 15, 2009
Domingo, Junho 14, 2009

Existia sempre o mesmo grande buraco no passeio,
E passei ao lado.
Caminho por outra rua.
Sábado, Junho 06, 2009
...Mystic Traveller...

A viagem já começou…
Há um tempo…
Só não se tinha deixado de olhar para trás…
Num desejo de parar na mesma paragem… lá à frente…
É hora de encontro… de reencontro…
A dor é profundamente acutilante e absurda… por ter sido uma projecção perfeita demais…
Desejando-se esquecer para atenuar a dor…
E este é o paradoxo da vida…
Pela dor que se vive e morre…
É preciso morrer para se viver… e viver para morrer…
Despeço-me de ti…
Mas voltarei… até que o universo o permita…
É neste perder de sentido que se ganham direcções…
E as direcções ganham-se pela conquista de um novo ser…
E o novo ser (re)nasce… e como qualquer ser… sente…
E nesse sentir… eleva-se a força… e a força vem de uma vontade…
E a vontade molda o espírito…
E o espírito vive após sobreviver…
E ao viver elevou-se…
E só ele sabe a sua verdade…

(Gathaspa) Vou viajar!
(Maria) Sim…? Para onde?
(Gathaspa) Não sei… sem destino… passarei talvez por dois ou três sítios… alimentando e sobrepondo novas memórias…
(João) Lá estás tu… porque razão agora pões-te a pensar na vida numa viagem por aí sozinho? Devias era aproveitar esses dias de férias para apanhares uma praia… estares com os teus amigos de sempre… e com os novos que ganhaste!
(Gathaspa) Sinto que estou sempre com tudo e todos… e ando inquieto… pois o meu ser interior chama-me… quer conversar um pouco comigo…
(Maria) Vais com quem?
(Gathaspa) Comigo!
Sexta-feira, Junho 05, 2009
A ARTE DE "ENDEUSAR"...n.º 01
(Maria) Eu acho que pude comprovar a tua ultima história com o Mateus... eu vi os dois juntos... e os acasos da vida são tão curiosos... que ao mesmo tempo te diz... a perfeição dos momentos...
(Gathaspa) Ainda choras Maria?
(Maria) Todas as noites...
(Gathaspa) Ainda te ris...?
(Maria) Todos os dias...
(João) Todos os dias, faço por ver este video, uma vez... só uma vez por dia... http://www.youtube.com/watch?v=yW3gunMSCu4
Quarta-feira, Junho 03, 2009
Segunda-feira, Junho 01, 2009
Sábado, Maio 30, 2009
...ACEITAÇÃO...
(João) Porque choras Maria?
(Maria) Ainda só passou tão pouco tempo... e parece que foi já o tempo de uma vida inteira... tenho saudades do Mateus...!
(João) ...chora então... o que tiver que ser... mas a chave é... ACEITAÇÃO!
Uma lágrima formou-se... e calmamente... acumulou-se... e caiu lentamente pela face...
(João) Maria... sempre que tiveres saudades do Mateus... escuta o seguinte... http://www.youtube.com/watch?v=yW3gunMSCu4
(João) E instantaneamente fazes a conexão e vives o Mateus dentro de ti... sabes que ele era assim...
...no luto do Mateus...
(João) Não estás à espera que faça o mesmo, agora no luto do Mateus, pois não?
(Gathaspa) Não... claro que não... nada disso... só estava a mencionar a elevação espiritual que se tem quando se morre a cantar! Exemplo daqueles cristãos a cantar enquanto eram comidos pelos leões...!
Sexta-feira, Maio 29, 2009
...saudades...Mateus...
(Gathaspa) Como te sentes?
A máquina que ligava Mateus à vida, disparou um som continuo, e entraram pelo quarto adentro as enfermeiras frenéticas quanto ao estado de vida do Mateus... empurraram-me para fora dali... e eu fui saindo, vendo o Mateus, de olhos fechados, com a expressão final de sorriso e uma última lágrima a escorrer pela face...
Adeus Mateus... amaste e foste amado... e só assim o viverias...
Quinta-feira, Maio 28, 2009
Quarta-feira, Maio 27, 2009

(João) Hã… quando?... Que aconteceu?
(Gathaspa) O Mateus deixou de falar… e de reagir…!
Terça-feira, Maio 26, 2009
"Claro que existe vida apos o Amor seja ele do tamanho que for...
Novo amor há-de aparecer e a vida renascer..."
V.P.
Segunda-feira, Maio 25, 2009
...diagóstico...

(Mateus) Pois… é verdade… vou morrer!
(Gathaspa) Mas de quê…? Porquê?
(Mateus) É uma artéria do coração… ficou bloqueada… parece que à 4 meses atrás… e “eles” falam que despoletou uma reacção complexa e “atrofiada” em diversos neurotransmissores, a noradrenalina, a serotonina, a dopamina e a acetilcolina.
(Gathaspa) E não há forma de se desbloquear? Ou atenuar a dor?
(Mateus) Não! Parece que o bloqueio é tal… que ainda estando aqui contigo a falar já é um milagre… posso morrer em qualquer altura… ou entrar também num coma profundo e vegetativo…
(Gathaspa) A qualquer altura… a qualquer momento? Mas não existe tecnologia suficiente para te manterem vivo?
(Mateus) Sim… parece que existe um pequeno aparelho, com um sistema mecânico de fixação oculta! Só que deixo de sentir o coração… e o sistema de neurónios estagna… esse pequeno aparelho até parece que te dá uma qualidade de vida… mas amorfa…
(Gathaspa) E então… estás à espera do quê?
(Mateus) Assim, dessa forma… meu amigo… Não! E mais ainda… promete-me que se entrar em coma… deixa-me ir… não me deixes viver nesse estado atrofiado de vida… e a seguir “espalha-me” lá de cima!
(Gathaspa) Epá… desculpa lá… estás com uma “merda” de discurso…! Mas qual é a tua? Porque razão te deixas assim levar com o que te diagnosticaram? Porque não vives como tantos com esse tal aparelho mecânico?
(Mateus) Bem… já te disse qual é o meu desejo… daqui para a frente age como a tua consciência ditar… ou melhor ainda… age como sentires na altura… ADEUS!
Existe vida após o Amor?...
Fabby e Kika
Domingo, Maio 24, 2009
Omar Faruk Tekbilek - Moments Of Doubt - Super!
(João) Olha… “cena marada”…
(Gathaspa) Então?
(João) O Mateus provavelmente tem uma doença terminal!
(Gathaspa) O… QUÊEE…?
(João) É pá! Sim… acusou qualquer coisa… e estão a diagnosticar ao certo o que tem… mas já começaram a falar sobre uma semana... ou na melhor das hipóteses mais uns poucos meses… sobre o seu tempo de vida.
Sábado, Maio 23, 2009
Queres mais um abraço grátis velho amigo…?

(Mateus) É verdade… que não estava bem há um tempo… mas também é verdade que ao mesmo tempo também o estava… muito bem… ou seja… o que é que é perfeito? Talvez a única coisa perfeita que temos na vida… seja ela mesma em si… o seu conceito… que passa pelo momento contínuo da vida… A perfeição existe no momento contínuo do tempo… a transformação que nos vamos incutindo como seres humanos… Pois eu não era o mesmo ser humano quando me cruzei com “ela” aquando da “nossa” despedida… e já nem o sou depois do tempo que passou após a nossa separação… fui-me e agora muito mais, vou metamorfoseando-me… e sempre com um desejo contínuo… o de aprender por mim… pela pessoa que me amo… pela mulher que ainda hoje amo… e pelos meus ainda filhos… Tenho a plena consciência da minha imperfeição… descobrindo ao longo do tempo… defeitos e erros… corrigindo uns… descobrindo outros…
(Gathaspa) Sim… verdade… mas se não existem forças para se tolerar e moldar aparentemente personalidades e características tão diferentes como pessoas, numa vivência tão próxima… que sentido faz continuar-se a forçar um relacionamento tão íntimo e próximo?
(Mateus) O sentido de amar… de crescermos cumplicemente, como almas amigas, pois como em tudo na vida… atravessando tempestades… a brisa leve de uma bonança dá-nos sentido e força de vida… incutindo-nos uma grande realização como seres individuais de grande capacidade em amar numa aceitação contínua e guerreando contra várias energias de vida… deslumbrando-nos com as boas… e lutando pela tolerância das menos boas…
(Gathaspa) É certo o que dizes… tudo muito lindo… mas valerá a pena adiar o inevitável? Pois seria possível que mais tarde também acontecesse o mesmo…
(Mateus) Sim… isso também é verdade… mas aí… nessa altura… faria as mesmas perguntas e colocaria as mesmas certezas e dúvidas… Pois penso que a incerteza da certeza do amor que une duas pessoas, e cada uma com a sua individualidade, estará sempre presente… sendo inclusivamente sempre uma semente para uma real história de amor… que num dado momento da vida… se cruzaram… conheceram… predispuseram-se a vivê-la em conjunto, fiel aos sentimentos de cada um e do outro… sabendo de tudo o que de bom e mau poderiam viver juntos… mas com uma certeza inabalável… a de amarem-se verdadeiramente… e aqui até pode vir toda a teoria psicológica sobre amor-próprio ou falta dele… mas o facto é que se amas a tua alma companheira nesta jornada de vida… no momento em que tivesses que decidir pela tua ou pela vida dela… altruisticamente… abdicarias da tua em prol do teu amor pela tua mulher… dando assim sentido a ele mesmo… ao amor verdadeiro que sentes!
(Gathaspa) Viver e morrer por amor…? És doido… isso é uma ideia utopicamente romântica… que se vê em filmes… que se lê nos antigos poetas ao longo dos séculos… Eu penso que viver assim um amor de sacrifício nos prenderia à verdade de uma vida em felicidade!
(Mateus) Então que é o amor para ti? Enquanto te ris com ele… enquanto te levantas de manhã com desejo de beijar e abraçar a tua companheira… continuas Lá… quando aparecem obstáculos, começas instintivamente a questionar a permanência dessa relação… e depois um dia… por uma determinada razão… por uma “migalha” de desentendimento… deitas tudo fora! Deitas tudo o que acreditaste e pelo que te predispuseste a viver em conjunto?
(Gathaspa) Amor… para mim… é simples… é um sentimento que me faça feliz… que me faça lutar por ele… mas não me faz lutar contra a maré… não me dá mais tristeza do que felicidade…
(Mateus) Então para ti, o amor, trata-se no fundo de uma quantificação entre os momentos de tristeza e de alegria…
(Gathaspa) Não… quer dizer… um pouco talvez… visto dessa perspectiva… mas é no fundo tudo aquilo que me faz sorrir mais do que chorar…
(Mateus) Sim… concordo com o que dizes… talvez também eu esteja errado… ao sentir que o amor… para mim… não será quantidade mas sim qualidade… e se tenho 29 momentos de infelicidade numa relação amorosa… contra 20 de felicidade… os 20… ganham de longe os 29… pois a felicidade é tamanha… é tão grandiosa… que me dão sentido à travessia nos momentos de infelicidade… pois quando chego ao momento de felicidade… esqueço tudo o que me fez triste… e só me delicio com o que de bom me dá… o verdadeiro amor…
(Gathaspa) Pois… olha… a única coisa que te digo… é que tenho a impressão que vamos ficar a aprender a amar… e provavelmente a desaprender a amar para o resto das nossas vidas…
(Mateus) E agora? Que amor é este que nos une ao outro após a ruptura…?
(Mateus) Não… só existe a partir de um… ainda… pois do outro… foi alívio… e o corte foi tão rápido como deixar cair um prato no chão… sem teres tempo de visualizar e definir a forma de cair dignamente… Saudosismo de um… agressividade do outro…
(Gathaspa) Então… isso que sentes… vai morrer!!!
(Mateus) Então se morrer... como acredito naquilo que me dizes... e como cansado que estou... não sei amar... tenho que ficar sozinho... não vou magoar mais... a mim... e aos outros... pois aquilo que acredito por que devo viver... não está certo... é errado... não sei e cada vez sinto que sei menos...
(Gathaspa) Queres mais um abraço grátis velho amigo… para se quiseres ir deitar uma lágrima de aceitação no teu “cantinho”?
Quarta-feira, Maio 20, 2009
…às vezes parece...
(Mateus) - E ainda te digo mais…, parece-me a mim, que faço por “puxar” de dentro de mim toda uma tristeza que aqui mora…, aqui dentro…, parece-me que gostaria de chorar ininterruptamente até secar a água que tenho dentro de mim… Não me entendo… Aceito o que sou… pois ainda por cima sou orgulhoso disso mesmo… mas fico-me a viver esta tristeza na alma… e até dou por mim a não perceber já, porque choro assim… porque busco uma tristeza profunda de vida… pondo em causa tudo o que vivemos… tudo por que lutamos… pelo que aprendemos… pois será mesmo que aprendemos…? Ou será que desaprendemos?
(Gathaspa) - Eu digo-te uma coisa… eu aspiro a ser como tu! Ou melhor ainda… a ter um pouco do que tu tens!
(Mateus) - Então?
(Mateus) - Tão estranho o que me dizes… quando estou assim… tão fundo nesta tristeza… só desejo até me encontrar contigo… seguir-te para onde fores… para me contagiares com essa tua alegria… com essa tua vida!
(Gathaspa) - Pois é… é realmente engraçado… eu então… que acho que sou até demasiado racional na entrega dos meus sentimentos, chegando a ser “preguiçoso” nesta minha entrega… dando a oportunidade aos outros de demonstrarem primeiro o que sentem por mim, para daí desenvolver uma reacção carinhosa…mas parece-me que fico sempre neste entretanto…sem me dar hipótese de lançar em paixão…de me sentir que é esta ou aquela…a mulher da minha vida!
(Mateus) - Mas também te digo… ser assim… sem nenhuma noção de racionalidade… compatibilidade ou não… vives a intensidade sem a devida realidade… e é nisso que te invejo… pois fico maluco por ser como sou… e desta vez… mais uma vez… caí… e bem do alto… e perdi-me quando caí… pois já não sei quem sou… o que gosto… e sinto-me a aprender a viver… a aprender tudo de novo… como quando te levantas de gatas quando és bebé, agarras-te à cadeira, olhas para a frente e… lanças-te nuns passos… e desta vez… olhas para ti… e vês… tantos anos neste conforto desconfortável… e o pior disto tudo… é que te apercebes que no fundo tens um padrão de funcionamento… e a tristeza maior é por vezes o medo do desconhecido… de forçares um diferente funcionamento na tua personalidade de vida.
(Gathaspa) - Faz todo o sentido que dizes… pois eu neste oposto de vida… consigo ver um certo conforto no meu modo de vida… antes sofrer pelo conhecido do que pelo desconhecido…
(Gathaspa) - Meu velho e grande amigo… temos uma hora onde devemos ser racionais… e outra para sermos emocionais… dar largas à paixão quando sentes a sua hora… e refrear o pensamento por auto-sugestão quando sentes que no fundo trata-se da tua sobrevivência… pois nada te vale… nadares contra a maré… Esse amor que sentes… sozinho por si só… morrerá!
(Mateus) - Ninguém morre por amor… sei disso… mas não foi o Johnny Cash que morreu 4 meses depois da sua esposa ter morrido?
(Gathaspa) - Foi… é verdade… mas também é verdade que ele já estava doente à muito, e quando a sua esposa faleceu… talvez também tenha sentido que já não valia a pena resistir tanto à doença e aceitar o seu destino.
Segunda-feira, Maio 18, 2009
É tudo mentira…?
- A treta da companhia invisível… hum… pois… realmente assim como andas torna-se complicado aperceberes-te de alguma coisa. A companhia invisível no fundo… pode mesmo não existir… pode ser só uma projecção de algo… do teu interior… o teu espelho interior a reflectir-se para fora… o espelho da tua alma… (João)
- Mas o que é que vês e ouves nesses momentos? (ainda João)
- Nos momentos em que me vejo fisicamente sozinho… só projecto imagens na companhia de amigos… ansioso por estar contigo, como agora… aqui… e queria tanto sentir-me tranquilo como um eremita no meio de uma selva ou montanha… ou como um daqueles monges, que vivem em mosteiros e que passam horas propositadamente sozinhos a meditar sobre a vida e o seu significado e verdadeiro valor. (Mateus)
- E é necessariamente mau sentires desejo de estares com amigos à tua volta? (João)
- Não… nada disso… mas repara… a saudade da minha família é tanta… que por vezes deixo o vazio instalar-se… e só me apetece ir para a praia, junto do mar… e se possível, até dormir por lá… É que com o barulho das ondas… o meu pensamento não consegue ser necessariamente negativo, nem demasiado eufórico positivamente… encontra algum tipo de equilíbrio… e só me diz… para deixar fluir… a minha vida… (Mateus)
- Bem bom… isso que me estás a dizer… (João)
- Sim… é realmente bom… mas depois parece que fico com um tipo de amnésia, e quando venho de lá… tranquilo… com força capaz até de mudar tudo o que me deixa triste… sinto-me como uma bateria “viciada” de um telemóvel… a qual passado muito pouco tempo… precisa de ser carregada novamente! Pois sinto um enorme desejo de ser feliz… desejo esse que se torna em ansiedade. (Mateus)
- Eu penso… amigo… que essa ansiedade que dizes viver… não é mais que uma angústia que por vezes sentes… derivada da tristeza normal por que atravessas neste momento… e tu até sabes que sempre que deixas de lutar com sentimentos que te deixam triste… aceitando este momento importante da tua vida, para encontrares as forças que dizes ter… é quando te sentes mais do que nunca para a verdade do teu ser… é quando te perguntas mais vezes… “Quem sou eu?”… e depois… aliando ao facto que sempre quiseste viver tudo intensamente… como se fosse o teu ultimo minuto de vida… acredito que até seja esgotante. (João)
- Mas não achas que só faz sentido viver assim? São tantos a dizer o quão precioso é viver… e depois recebo aqueles emails sobre infortúnios de pessoas, que se “levantam” perante os obstáculos, e passam a ver a vida de maneira diferente… que até tenho vergonha de me sentir triste… e então passo a ansiar a felicidade constante. (Mateus)
- “Um objectivo supostamente elevado pode ser um incentivo para levantar voo, mas também pode servir para justificar aqueles que se arrastam pela vida.” (João)
- Hum… faz sentido o que estás a dizer… somos humanos… e a insatisfação, a tristeza faz sempre parte de qualquer espírito. (Mateus)
- Claro… não é por veres as desgraças dos outros que te vais sentir melhor contigo próprio… quanto muito, nutres compaixão por essas pessoas… e aprendes com elas... mas não te vires contra ti próprio… pois todos temos problemas enquadrados na nossa vida. E tu, estás a lidar com um grande problema existencial… tens sonhos… tinhas um… e fizeste o que podias e sabias… mas… anulaste-te… e agora não sabes quem és… (João)
- E que saudades tenho… de ouvir… aquelas vozes… Pai! (Mateus)
- É verdade… meu amigo… como vês… não tens que ter vergonha de ti… da tua profunda tristeza… e vive-a… intensamente… como inevitavelmente vives… mas não te esqueças… toca-te… nas mãos… no cabelo… olha-te nos olhos… És tu… quem está dentro da tua vida… És a tua última companhia… Pois que serve ao sábio que vive isolado nas montanhas, ou ao monge que passa a vida enfiado num convento a meditar sobre a vida, se não a puder aplicar na sua vida no dia-a-dia com a comunidade, com a sociedade…? E ainda te digo mais…, nem ao Gathaspa que passa enfiado com a cabeça nas leituras e que tem grandes dificuldades em sentar-se por vezes aqui connosco a beber uma simples sprite com gelo e limão sob este sol de fim de tarde (João)
- E que faço então… pois arrisco-me a ficar eternamente neste estado de tristeza… (Mateus)
- Eternamente…? Que dizes tu? Consegues ver alguma coisa nesta vida… que seja exactamente igual em todos os seus momentos? O instante é único… nem o ar que respiras é igual ao que começaste a respirar quando te sentaste aqui ao meu lado. Nada é exactamente igual ao longo do tempo… eternamente é que nunca ficarás… e isso é a única certeza com que podes contar na vida! (João)
- Só te digo mais uma coisa… se é tristeza que sentes neste momento… aceita-a… e vive-a… pois é um sentimento… e tu… tal como gostas tanto de sentimentos genuínos… vive-a como uma grande verdade na tua vida! (ainda João)
Domingo, Maio 17, 2009
...

Sábado, Maio 16, 2009
...vens assim a correr porquê?...
- Olha!!! – disse o Mateus - Já te disse… que… gosto de torta de Azeitão… gosto da praia, gosto do mar, da brisa, da areia… gosto de dançar… de fazer yoga… gosto de uma sprite com gelo e limão… de um café na esplanada da praia… de andar de manhã e ao final do dia na muralha… gosto da viagem de comboio junto ao rio… de ouvir Enigma, Dead can Dance… de ouvir música… gosto de pensar em quem eu sou…de sentir quem sou… gosto de falar contigo, de te ouvir… da tua companhia… gosto de um sumo natural misto de frutas logo pela manhã… e de um pão fresco com manteiga mais tarde… gosto de me ver nos olhos ao espelho… gosto de andar de carro… sem destino… tranquilo com o braço de fora… gosto de ler até ao fim um livro… e mais ainda, de o ler… gosto de ser altruísta… mas mais ainda de mim… gosto de ser o meu melhor amigo… gosto de estar com família… gosto dos miúdos… brincar no parque… no baloiço e no escorrega… gosto de correr na praia… de caminhar na serra… gosto de um bacalhau com natas… de umas couves bem cozidas… de uma bolacha quando acordado até tarde à noite… gosto de um bom documentário… de notícias… de estar bem… do sol pela manhã… de uma chuva de verão… e se apanhado desprevenido na rua… calmamente caminhar… de ir ver um bom filme no cinema… e se não for bom e estiver cansado… deixar-me dormir durante o filme… gosto de olhar para a lua… de falar entre estrelas… gosto de beber uma jola com amigos… de rir-me com eles… de soltar, se preciso, uma lágrima sem eles… gosto quando me tratam sob nomes diferentes… de ter barba e não ter… de deixar crescer o cabelo e ainda de cortá-lo… gosto de fazer um projecto… e mais ainda de ver um bem feito… gosto de fotografia… e bastante de fotografar… gosto de uma torrada… de uma tosta… de um pastel de nata… gosto de encher os pulmões do alto de uma vista… gosto de me imaginar a flutuar… de voar como um avião… gosto do cheiro de uma obra… da areia… do cimento… de uma argamassa mexida com a pá… de enrolar um cigarro... gosto de ser assim… como sou… mesmo por vezes não o sabendo… gosto da pergunta… gosto da resposta… gosto de uma nova pergunta… e de uma nova resposta… gosto do conforto do desconfortável… mas também do desconforto do confortável… gosto de ver um livro de fotografia sobre arquitectura… de dormir depois de uma noite bem passada acordado… de me ver sorrir de boas lembranças… gosto de um sino… do eco do seu som ao longe… gosto da almofada… de um duche bem tomado… quente no inverno… e fresco no verão… gosto de cheirar… de tocar… gosto de ver… sei lá… gosto de tudo… e inclusivamente do nada… gosto de viver… assim como tu…
- Hã…? Não estou a perceber onde queres chegar ao contares-me isso tudo… o que é que andaste a fazer ainda agora? Tomaste alguma coisa? O que é que andas a ler?... Dormiste esta noite?... Senta-te aí um pouco na esplanada... relaxa... - disse o Gathaspa
- Senti-me tão livre ainda à pouco… e decidi vir rapidamente partilhá-lo contigo… - disse o Mateus
- Queres um abraço grátis? – disse o Gathaspa
Sexta-feira, Maio 15, 2009
...viste o Mateus?...
Não… já não o vejo à uns dias… da última vez que soube dele, foi por ti! – disse o Simão
Pois… desde a última vez que estive com ele, não deu sinal de vida. Talvez o tenha deixado um pouco “desamparado” com a conversa que ambos tivemos. - disse Gathaspa
Eh lá… não me digas que foste para cima dele com essas tuas conversas pragmáticas sobre a simplicidade da vida, e o sermos felizes sem o sabermos, etc. etc., logo nesta altura em que o rapaz anda numa fase bastante sensível e não menos importante em termos de introspecção sobre a vida dele. – disse Simão
É inevitável da minha parte, que queres…? Eu não consigo simplesmente passar “festinhas” e tratá-lo como um “coitadinho”… obviamente que fico apreensivo quando vejo as pessoas que amo atravessarem períodos negativos na vida… e por saber que a dele tem uma grande carga energética… não consigo dar-lhe um simples e importante abraço e ficar por aí… E depois, ele sabe disso… sabe com o que é que pode contar da minha parte… o lembrar-lhe de tudo o que ele já sabe… de mente aberta para a vida… pois as oportunidades escondem-se onde menos esperamos… e existe qualquer coisa de surreal no que a vida lhe deu neste momento, que só pode querer dizer isto mesmo… talvez sob outra perspectiva, sob o mesmo conceito, a mesma bola de luz, que ele disse que viu numa manhã a subir de encontro ao céu. – disse Gathaspa
Bem… o facto… é que de certa forma tens razão… mas temos que estar atentos com o desenrolar do capítulo desta história… deste momento da vida dele… vejo que ele está a levantar-se… com um pouco de sacrifício no início, mas já começo a identificar maiores espaçamentos de tristeza e angústia, e por outro lado, já lhe começo a ver maiores sorrisos e até por vezes um brilho nos olhos. – disse Simão
Sim… isso é verdade… pôs-se a fazer yoga, inscreveu-se numa escola de danças latinas, a trabalhar até tarde… já me chegou a dizer que as semanas começam a passar novamente depressa demais – disse Gathaspa
Não me faças lembrar que aquele “pé de chumbo” pôs-se a dançar salsa… logo ele, que tinha altas teorias sobre a liberdade de expressão corporal, as restrições de certo tipo de danças, e que se deslocava quilómetros para acompanhar aquelas festas psicadélicas no meio das florestas e barragens, chegando a dizer que iria virar hippie e passar a vida a correr mundo. – disse Simão
Sabes… penso que ele está a encontrar novamente o seu amante! – disse Gathaspa
Amante? Que queres dizer com isso? – disse Simão
Li um belo texto sobre o amante que todos temos na vida… e citando esse mesmo autor desconhecido… "Para se estar satisfeito, activo, e sentirem-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida” E é isso mesmo que o Mateus está a fazer… depois daquele período de recolha… onde estava a mirrar para a vida, pôs-se a trabalhar em si próprio… a escutar-se… a estar consigo… a aceitar-se… e a não ter medo de ter medo… pois esse sentimento como lhe disse, acompanhá-lo-á ao longo da sua vida. Sendo essencial até para a sobrevivência de qualquer um. - disse Gathaspa
Olha! Lá vem ele… deve estar com as orelhas tão vermelhas de estarmos a falar dele, que quis ver o que é que se passava… - disse Simão
Boas…! – disse Mateus
Então menino? Como andas? Rica vida que andas a ter… armado agora em dançarino… - disse Gathaspa
Pois… quem sabe… o facto é que não consigo deixar de rir de mim próprio quando me vejo para ali a abanar de um lado para o outro… venho sempre bem disposto… melhor que qualquer comprimido ou outra substância psicotrópica… pois vem de ti de uma forma natural. E olha… aproveitando… tu que também és cheio de teorias da felicidade… aproveitar os momentos… etc. etc. … Quando é que deixas de fumar? – disse Mateus
Quando deixar de ter prazer em enrolar o cigarro! – disse Gathaspa
Quinta-feira, Maio 14, 2009
...(des)conforto...
Não sei… é algo desconfortável… - disse mateus
Desconfortável…? Explica-me esse teu sentimento… que te diz esse teu sentimento? – disse gathaspa
Desconforto… pela tristeza da saudade… não tenho problema em pensar que poderei estar sozinho, pois não o sinto, sei que isso não é verdade… tenho amigos e família, e mais que não seja tenho conhecidos e desconhecidos… mas tenho saudade de amar e ser amado. – disse mateus
Então esse teu desconforto tem como base uma dependência sob forma de amor externo à tua pessoa…? - disse gathaspa
Amor externo? Que é isso? – disse mateus
Não te basta amares-te… Sentes-te dependente emocionalmente de um amor por alguém e desse alguém por ti? – disse gathaspa
Bem… sinto saudade de fazer feliz a mulher que amo e inevitavelmente mais ainda de sentir-me amado por ela! – disse mateus
Bem… friamente… parabéns por teres chegado a uma etapa tão simples de qualquer ser humano… pois não existe ninguém que não sofra ou não tenha sofrido por amor. Por outro lado… dá-te por feliz, por teres a consciência do que sentes… por te sentires responsável por ti, pelos teus sentimentos, pela tua vida, por te sentires um ser altruísta. Mas tem atenção quanto às fronteiras do altruísmo com a falta de amor-próprio. - disse gathaspa
Sim… sei que sou o meu melhor amigo… sou eu que me olho ao espelho… e amo o que vejo… se for uma lágrima… se for um sorriso… fico feliz por ter sentimentos… lutar pela existência profunda deles… nesta vida tão fácil de superficialidades… sem verdades… - disse mateus
Então… qual é o desconforto? Que mal te faz… sentires um saudosismo permanente na vida? - disse gathaspa
Ouve… além de me sentir desconfortável… tenho ainda que ficar a pensar no que me dizes? Deixa-me viver confortavelmente este meu desconforto! – disse mateus
Pois… exactamente… já nem preciso de te dizer mais nada! - disse gathaspa
Terça-feira, Maio 12, 2009
Somos seres feitos de matéria... de espirito ou de energia... de consciência e inconsciência... e tudo o mais que nos ocorra como definição... Mas não páro de me surpreender com a nossa vida e o nosso mundo... capazes do pior... e do melhor, e o quanto nos distinguimos dos restantes seres vivos deste planeta...não páro de o dizer e demonstrar... vê... vê com curiosidade até ao fim o vídeo que te mostro a seguir, gathaspa - disse ele
Segunda-feira, Maio 11, 2009
Domingo, Maio 10, 2009
...não gastes tempo a ler isto...
Anda daqui para ali... e depois ainda mais para lá... na mão... outra mão… no bolso das calças… na carteira… numa caixa decorativa de casa… ou pousado num espaço referenciado numa memória... é por vezes dado à troca (in)conscientemente… e aí, é como um objecto carente… até parece que ninguém lhe dá o devido valor, num sonho para ele, que o “agarrem” e o guardem só para si.
.
Dá-se por vezes conta que o isqueiro que temos, já não é o mesmo que tínhamos ontem… ficamos a pensar o que foi feito do outro… olhamos para este... – donde vieste tu?... reencontramos velhos isqueiros nas mãos de outros… trocamos “inocentemente” de isqueiro em fim de vida por outro melhor… disputamos com outros o direito de posse… damos altruisticamente o isqueiro ao amigo (acontece quando temos mais lá em casa), compramos um novo (por vezes escolhemos a cor, outras vezes damos a escolher)…
Sábado, Maio 09, 2009
...Hei!...
- Deixa-te dessas merdas pá! Isso é tudo muito bonito... mas o que é que fazes ao saber disso? Se estás a sofrer deixas de o sentir porque descobriste uma fórmula de felicidade? Ou se estás a amar muito... ficas a pensar que irás sofrer da mesma moeda...! - disse ele
- (continuando ele ainda) Portanto... meu velho... segue... bebe um belo vinho, fuma um cigarro, corre na praia, decora uma anedota, pinta um quadro, cuida da tua alimentação mas não te esqueças do belo bife ou do bacalhau com natas, lê um livro mas se não estiveres a gostar dele não te obrigues a lê-lo até ao fim, sentes que estás farto das mulheres mas sabes que não conseguimos viver sem elas... portanto continua a tratá-las como princesas, cuida dos teus velhos amigos e faz sempre novos, e olha... não procures ser feliz... porque já o és... ... ... não o sabes... mas vais sabendo... - disse ele
Sexta-feira, Maio 08, 2009
...numa esplanada...
Pois… é tão simples para ela… sensação de que tudo está bem, e se não…, tudo se resolve facilmente! – disse Gathaspa
Agora… que é miúda… mete conversa facilmente com a outra… como se sempre tivessem conhecido. Quando crescem… depois deixam de falar a uns e a outros, ou fingem que já não se reconhecem. Crianças…! – disse o João
Quinta-feira, Maio 07, 2009
Terça-feira, Maio 05, 2009
Ainda não entendo… como da compatibilidade se passa tão rapidamente para a incompatibilidade…
Dá-se tanto… para se tirar outro tanto…
Quando a novidade desaparece… fica uma nostalgia dela mesma… e aí… na batalha entre o conforto e o desconforto… entre o egoísta e o altruísta…entre a semelhança e a diferença… é mais fácil… sem no entanto ser difícil… desaparecer para uma nova novidade… e por vezes… sem displicência… com bastante conveniência até…passamos de Seres sensitivos… a animais selvagens… e como qualquer animal… dependente até da sua sobrevivência… ”chora” a sua frustração… e inquieta-se… e esquece-se… da sua responsabilidade… da sua moral… e não se diferencia de um ser primário… e julga que ainda pode “tomar” o que nunca foi seu…
- Venho de um grande oceano, respondeu a outra.
- O teu oceano é grande?
- É gigantesco.
- Terá talvez um quarto do tamanho do meu poço?
- É maior.
- Maior? Talvez metade do meu poço?
- Não, muito maior.
- É tão grande como este poço?
- Muito maior. Não tem comparação.
- Impossível! Tenho de ir ver isso!
Segunda-feira, Maio 04, 2009
Domingo, Maio 03, 2009
...por ti...
"Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos."
...instantes...
...e dito isto...
...da aceitação...
Sexta-feira, Maio 01, 2009
Quinta-feira, Abril 30, 2009
...caminhar...
- Então... tu a primeira coisa que fazes com o teu primeiro ordenado é ires comprar um livro, e ainda por cima...com esse título... "O livro tibetano da vida e da morte"?, guarda o dinheiro e passa o resto do teu verão a beber jolas com os teus amigos, e deixa-te dessas coisas - disse ele
- Acasos... não te consigo explicar... vi o livro na montra... ele não largava o meu pensamento... desejei-o... e olha! Encontrei o meu poema de vida - disse Gathaspa





